segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Quando o amor acaba

   Este título é um pouco dramático, já que não quero sugerir que depois de um relacionamento acabado não mais virá outro, mas todos sabemos que um acontecimento destes causa muita tristeza e, para além disso, faz com que se olhe para o futuro com uma perspetiva menos colorida.
   A música «We might as well be strangers», dos Keane, mostra um pouco do follow-up de uma separação, no que toca aos sentimentos.
   Na minha opinião, é uma música simplesmente incrível. O sofrimento transmitido é arrepiante. A nostalgia, a melancolia... tudo isso numa só música, a criar uma obra de arte.
   E é engraçado (como quem diz) como estas coisas acontecem. Num momento, aquela é a pessoa mais importante da tua vida: sabes tudo sobre ela, a sua comida preferida, os seus hobbies, as séries que vê, e... num instante... puff! Acaba tudo e tens de fingir que nada disso se passou. Tens de apagar uma grande parte da tua história. Tens de preencher o vazio que essa pessoa deixou no teu coração, como se isso fosse uma tarefa fácil (“I don’t know your face no more, it’s just a place I’m looking for”).
   Mas o que acontece quando te cruzas com ela na rua? Quando, por acaso, vão almoçar ao mesmo restaurante? Será que se chegam até a cumprimentar com um simples “olá”? Não sei. A resposta mais correta será, talvez, “depende”. Mas a verdade é que, muitas vezes, a resposta é “não” e, por isso, Tom Chaplin (vocalista dos Keane), canta “we might as well be strangers in another town, we might as well be living in another time”.

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